sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Paraíba tem crescimento do PIB acima da média nacional, segundo IBGE.

Paraíba - A Delegacia do IBGE da Paraíba divulgou, na manhã desta sexta-feira (14), os dados referentes ao Produto Interno Bruto nos anos 2006 e 2007.
Os números refletem uma extraordinária reação da economia paraibana nesse período: o Estado cresceu bem acima da média nacional, com desempenho superior a todas as regiões brasileiras, sobe para a segunda colocação no Nordeste e quatro do país, além de ter deixado pra trás estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul - considerados os principais produtores do Brasil.
Em termos de números, o PIB paraibano apresentou crescimento real de 6,7%, conquistando o quarto maior crescimento do Brail em 2006. Seu valor foi estimado em R$ 19,9 bilhões, superior ao de 2005, que foi de 16,8 bilhões. É o 19% PIB do país. Na série 2002-2006, apresentou o 14º melhor desempenho em volume (20,1%).
Com um crescimento de 19,9% e responsável por R$ 7,2% da economia em 2006, o setor agropecuário é uma das estrelas do PIB paraibano. O destaque fica por conta do aumento da produção de feijão (90%) e do abacaxi (5%) em virtude do bom inverno registrado na região semi-árida do Estado. Além destes, a cana-de-açucar apresentou crescimento de 24%.
A indústria também teve desempenho notável, com crescimento de 6,5%. A de transformação cresceu 9,5% em 2006, tendo contribuído os setores de alimentos e bebidas (9%), couros (13%) e cimento (7%).
O setor de serviços manteve sua participação na economia do Estado em torno de 70% em 2005 e 2006. O comércio apresentou um volume de 8,8%. O maior destaque foi o varejista de veículos, motocicletas, partes e peças, com um crescimento de 25% em relação ao ano anterior.

DOU divulga hoje pedido de pauta para o caso FAC

Brasilia - O recurso ordinário nº 1497, que questiona o pedido de cassação do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba, está previsto para ser julgado no dia 20 na Corte Superior. A pauta de julgamento foi publicada na edição desta sexta-feira do Diário da Justiça.
O relator do processo é o ministro Eros Grau. O recurso foi impetrado pelos advogados de Cássio, que questionaram a decisão do TRE paraibano no dia 31 de julho de 2007, quando pediram a cassação e inelegibilidade do governador pela acusação de compra de votos nas eleições 2006, a partir dos cheques da Fundação de Ação Comunitária (FAC).
A defesa do gestor compara o processo ao de Santa Catarina – em que o processo voltou ao TRE para que o vice-governador possa fazer sua defesa - alegando que o vice-governador paraibano, José Lacerda Neto (DEM), não teria sido ouvido nos autos da Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (Aime).
A publicação do Diário da Justiça desta sexta traz a seguinte pauta:
PAUTA Nº 55/2008 – Elaborada nos termos do Regimento Interno, para julgamento a partir da próxima sessão, respeitado o prazo de 48 horas, contado desta publicação do processo abaixo relacionado.
RECURSO ORDINÁRIO Nº 1497
ORIGEM: JOÃO PESSOA – PB
RELATOR: MINISTRO EROS GRAU
RECORRENTE: CÁSSIO RODRIGUES DA CUNHA LIMA
ADVOGADOS: LUCIANO JOSÉ NÓBREGA PI-RES E OUTRO
RECORRENTE: GILMAR AURELIANO DE LIMA
ADVOGADOS: FÁBIO ANDRADE MEDEIROS E OUTRO
RECORRENTE: JOSÉ LACERDA NETO
ADVOGADOS: MÁRCIO LUIZ SILVA E OUTROS
RECORRIDO: PARTIDO COMUNISTA BRASI-LEIRO (PCB) – ESTADUAL
ADVOGADOS: MARCELO WEICK POGLIESE E OUTROS
Brasília, 12 de novembro de 2008.
JOSÉ VALMIR FERREIRA Secretário das Sessões

Mais uma disputa entre PSDB e PMDB da Paraíba em Brasília

Brasília - A manobra da oposição nesta quinta-feira (13) para retirar Wellington Roberto (PR) da coordenação das emendas paraibanas para o orçamento federal surtiu certo efeito. Em seu lugar, ao invés de apenas um situacionista, o cargo agora é dividido por um representante de cada lado: pelo da situação fica o senador Cícero Lucena (PMDB) e pelo lado da oposição fica o deputado federal Wilson Santiago (PMDB).
A decisão foi tomada no final da tarde pela bancada paraibana em Brasília, que se reuniu no Senado Federal para definir a sucessão de Wellington. Já a idéia de se ter representantes da situação e da oposição na coordenação acompanha a tendência já existente em outros Estados e tem o objetivo de evitar conflitos entre os parlamentares.
Em relação às três emendas a serem entregues até esta sexta (prazo limite para isto), ficou definido que elas serão para atender as áreas de transporte escolar, de infra-estrutura da região metropolitana da Grande João Pessoa e de equipamentos hospitalares.
Ao contrário do que queriam os prefeitos, as verbas não serão enviadas diretamente para as prefeituras municipais, mas serão investidas diretamente pelos respectivos ministérios que atendem tais áreas (Educação, Saúde e Infra-estrutura).
Entenda o caso - A manobra oposicionista que retirou Wellington Roberto da coordenação foi realizada na manhã desta quarta-feira (12), em Brasília, e contou com a participação do deputado situacionista Armando Abílio (PTB).
Wellington estava há seis anos na função e não gostou da atitude do colega de bancada aliada votar pelo seu afastamento. “Ele é um inseguro e vive indeciso quanto ao seu apoio ao Governo Cássio. Acende uma vela para Deus e outra para o Diabo”, declarou fazendo referências a Abílio.
Na oportunidade, ele defendia o nome de Cícero Lucena para lhe suceder, o que acabou sendo confirmado, mesmo que agora tenha que dividir a função com um oposicionista.
G1

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Abílio assina ofício contra base e Wellington dispara: É mau caráter

Brasilia - Depois de evitar reunião com o governador Cássio Cunha Lima (PSDB) por causa da presença do senador Efraim Morais (DEM), o deputado federal Armando Abílio (PTB) é pivô de mais uma confusão com a base governista em Brasília.
Abílio assinou nesta quarta-feira (12) documento elaborado pelos deputados de oposição a Cássio em Brasília pedindo a destituição do deputado federal Wellington Roberto (PR) da coordenação das emendas da bancada federal paraibana para o Orçamento Geral da União de 2009.
O documento, assinado pelos oposicionistas Wilson Santiago (PMDB), Wilson Braga (PMDB), Vital do Rego Filho (PMDB), Luiz Couto (PT) e Marcondes Gadelha (PSB), foi enviado hoje para a Comissão de Finanças e Orçamento do Congresso Nacional.
Armando Abílio foi o único governista a assinar. O deputado federal Wellington Roberto defendeu o afastamento de Abílio do bloco governista. “Um deputado dessa qualidade não gostaria de ter na minha base”, disparou o parlamentar, para quem Armando Abílio “tem sido mau caráter ao acender uma vela para Deus e outra para o Diabo”.
Hoje, Roberto esteve em reunião com os deputados Rômulo Gouveia (PSDB), Efraim Filho (DEM) e os senadores Cícero Lucena (PSDB) e Efraim Morais (DEM) para discutir emendas do Orçamento. Além dos deputados oposicionistas, Armando Abílio e Damião Feliciano (PDT) não compareceram.
“Nunca fiz questão de ser o coordenador. Sempre lutei para unidade não só do grupo, mas de toda a bancada da Paraíba”, declarou Wellington. Segundo ele, Armando Abílio não inspira mais confiança entre os parlamentares da base de Cássio.

PARAÍBA PODE PERDER r$ 300 MILHÕES

Para o deputado Wellington Roberto, o ofício dos oposicionistas não terá validade na prática. Apesar de ser maioria, a bancada que pretende nomear outro coordenador de emendas tem que ter ¾ (três quartos) da Câmara e 2/3 (dois terços) dos senadores. Ou seja, dois dos três senadores paraibanos.
“E Cícero e Efraim estão comigo”, declarou Wellington para quem a medida de Armando Abílio e dos oposicionistas só vai comprometer a conquista de verbas para Paraíba. “Se ficarmos neste impasse a Paraíba corre o risco de perder R$ 300 milhões”, disse.
Além disso, Wellington confirmou o impasse das três emendas dos senadores, uma delas direcionada para a Paraíba e outra para João Pessoa e Campina Grande. O problema é que os oposicionistas querem que a verba seja gerida pelas duas prefeituras. E Cícero e Efraim destinam as emendas para que o governo do Estado faça a aplicação.
“As emendas não são para os prefeitos, mas para as cidades. Então, não há razão para o impasse”, disse Wellington Roberto.
Clickpb

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Arthur falta audiência e processo movido por Veneziano é adiado

Campina Grande - Uma audiência de conciliação seria realizada na tarde desta terça-feira (11) e colocaria frente a frente o prefeito e o vice-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego (PMDB) e José Luís Júnior (PSC) respectivamente, e o presidente da Assembléia Legislativa da Paraíba, deputado estadual Arthur Cunha Lima (PSDB). Esta seria a primeira audiência de um processo em que os gestores campinenses pretendem processar o parlamentar por calúnia, injúria e difamação (por denúncias e acusações feitas contra eles), mas Arthur faltou à audiência e esta precisou ser adiada.
O advogado do deputado, Abelardo Jurema Neto, explicou à reportagem que Arthur Cunha Lima acompanha ao longo de todo o dia o presidente do Tribunal de Contas da Paraíba, conselheiro Arnóbio Viana, em audiência com o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Francisco Cesar Asfor Rocha.
“O parlamentar justificou sua ausência na audiência por causa de sua agenda como presidente do legislativo paraibano”, destacou Abelardo.
Já Carlos Magno, assessor do prefeito Veneziano Vital do Rego, garantiu que tanto o prefeito como o vice-prefeito de Campina Grande viajaram a João Pessoa com o objetivo particular de participar da audiência.
“Nós queremos que o deputado apresente provas sobre as denúncias feitas contra o prefeito e contra o vice-prefeito ou então se retrate. Se isto acontecer o processo acaba, mas se isto não acontecer nós iremos até o fim com a ação”, declarou.
O relator do processo foi o desembargador Leôncio Teixeira Câmara, que diante da ausência de um dos lados, decidiu reagendar a audiência apenas para o dia 13 de março de 2009.
Paraiba1